Tromboembolismo venoso pode afetar 35% dos pacientes

Foto: Divulgação
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Permanecer sentado ou deitado por muito tempo, e na mesma posição, pode causar sérios problemas à saúde. Um deles é o Tromboembolismo Venoso (TEV), popularmente conhecido como trombose, doença mais recorrente entre as mulheres e idosos, e que pode levar à morte, se não identificada e tratada adequadamente. A incidência da doença pode ser ainda mais preocupante em situações de internamento. De acordo com o gestor médico do Hospital São Rafael (HSR), Luiz Soares, quase 35% dos pacientes internados no país podem apresentar TEV, se as medidas de prevenção não forem adotadas pelas unidades de saúde.

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Na Bahia, o Hospital São Rafael se destaca em protocolos de prevenção e identificação do Tromboembolismo Venoso. “A unidade é a primeira, no Norte e Nordeste, e a terceira do país a receber certificação de qualidade do Instituto Qualisa de Gestão (IQG). A avaliação do Instituto garante que o HSR segue todas as medidas internacionais para a prevenção da TEV, com um fluxo bastante rigoroso, dentro dos melhores protocolos de segurança, desde a chegada do paciente até a sua alta”, afirma o médico.

Entenda a Doença – O Tromboembolismo Venoso é o termo usado para definir duas doenças: a trombose venosa profunda (TVP), ou seja, a formação de um coágulo sanguíneo em uma ou mais veias localizadas mais frequentemente na parte inferior do corpo, geralmente nas pernas; e a forma mais grave da TEV, o Tromboembolismo Pulmonar (TEP), quando um coágulo se desloca das pernas e vai para o pulmão, causando dor, falta de ar e até a morte. A embolia pulmonar é, por sinal, a causa de um em cada dez óbitos hospitalares, conforme aponta Luiz Soares.

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A trombose ocorre quando as pernas ficam na mesma posição por tempo prolongado. Os músculos da panturrilha não se contraem, o que dificulta a circulação do sangue, causando o trombo ou coágulo. Os principais sintomas são dor nas pernas, principalmente nas panturrilhas, coxas, podendo chegar até o pé e tornozelo; inchaço e sensação de queimação; além de mudanças de cor da pele na região afetada, que pode ficar vermelha ou azul. Nos casos de embolia, os pacientes podem sentir dor torácica, falta de ar e tosse, sintomas que podem se confundir com outras doenças.

De acordo com Luiz Soares, os sintomas não são aparentes em grande parte das situações, por isso, o alerta para o controle dos fatores de risco, como histórico familiar, sobrepeso, tabagismo e problemas cardíacos. “Pessoas com doenças intestinais de causa imunológica, em tratamento contra o câncer, com insuficiência cardíaca, grávidas, que fazem uso de pílulas anticoncepcionais e que não estejam fazendo tratamento de varizes calibrosas e úlceras têm mais chances de desenvolver a doença”, afirma.