Unicef: jovens mais expostos ao HIV por aplicativos

COMPARTILHE:

Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no google
Compartilhar no email

Estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostra que novas tecnologias têm ajudado a criar uma epidemia oculta de HIV entre adolescentes, em especial na região do Pacífico. A epidemia tem crescido mais entre jovens gays e bissexuais, e o uso de aplicativos de relacionamento é um dos fatores principais, segundo o estudo.

No caso do Brasil, dados do Boletim HIV Aids lançado no dia 1º de dezembro mostram que a taxa de identificação da doença caiu 5,5% no País entre 2013 e 2014, passando de 20,8 casos por grupo de 100 mil habitantes no ano retrasado para 19,7 casos no ano passado. No entanto, os casos da doença têm se concentrado entre jovens de 15 a 24 anos. No Brasil, a maior parte dos casos está nos estados do Sudeste (53,8%) e do Sul (20%) e, na classificação por gênero, o Boletim HIV Aids 2015 informa que 65% dos infectados são homens.

Para o Brasil, entre os homens, observa-se um aumento da taxa de detecção principalmente entre aqueles com 15 a 19 anos, 20 a 24 anos e 60 anos ou mais nos últimos dez anos, como mostra o gráfico abaixo.

Taxa de detecção de AIDS por sexo e faixa etária, 2005 e 2014

249

 

Há um aumento em jovens de 15 a 24 anos, sendo que de 2005 para 2014 a taxa entre aqueles com 15 a 19 anos mais que triplicou e, entre os de 20 a 24, quase dobrou. Entre aqueles com 35 a 39 anos e 40 a 44 anos, observa-se uma tendência de queda, representando 10,2% e 24,3% de queda de 2005 para 2014, respectivamente.

Assim, os dados do Unicef, e para o caso do Brasil, mostram que a população jovem demanda políticas públicas específicas para a contenção da epidemia de HIV.