foto: Reprodução

Em missa realizada nesta Quinta-Feira Santa, 18, no prisão de Velletri, subúrbio a cerca de 40 quilômetros ao sul de Roma, o papa Francisco lavou e beijou os pés de 12 presos, entre eles um brasileiro. Em sete anos de pontificado, esta é a quinta vez que o papa reproduz o gesto, símbolo de “humildade” e “fraternidade”, com presos. “Em nossos corações deve haver sempre esse amor para servir ao próximo”, disse.

Na Quinta-Feira Santa, é lembrada justamente a Última Ceia, ocasião em que Jesus realizou o Lava-Pés com seus discípulos. Logo ao chegar, Francisco foi bastante aplaudido por cerca de 200 pessoas, presentes na cerimônia.

Depois de uma homilia rápida e improvisada, em que lembrou a importância do rito, o papa argentino, de 82 anos, recebeu ajuda de dois assistentes para se ajoelhar. Com uma toalha seca e uma bacia de prata, ele lavou e beijou os pés de 12 detentos – nove italianos, um brasileiro, um da Costa do Marfim e outro de Marrocos. Eles eram todos homens e não tiveram nome e nem religião divulgados.

Francisco lembrou que o gesto era destinado aos escravos, que limpavam os pés de pessoas que iam visitar a casa de seus senhores, e aconselhou os presos a ajudarem uns aos outros. “O mais velho tem que servir ao menor”, afirmou. “Sejam irmãos no serviço e não na ambição daquele que domina ou maltrata o outro. Esta é a irmandade. A irmandade é sempre humilde.”

Tradicionalmente, a Igreja realiza o rito lavando os pés de 12 sacerdotes. Francisco, no entanto, levou a celebração para fora do Vaticano e a realizou em prisões, centro de imigrantes ou casas de idosos. Também já foi alvo de críticas por, em ocasiões anteriores, lavar os pés de mulheres e muçulmanos.

Com 400 vagas, a prisão de Velletri sofre de superlotação e abriga cerca de 570 presos, entre eles estrangeiros e detentos que colaboraram com a Justiça para obter proteção especial. Também há no local 200 carcereiros.

Ao fim da cerimônia, a diretora da prisão, Maria Donata Iannantuono, agradeceu ao papa e falou das dificuldades da unidade. Segundo ela, não haveria como garantir “direitos fundamentais para os presos”.

Francisco saiu da unidade sob aplausos, após cumprimentar as pessoas e receber alguns presentes. Na sexta, 19, o papa deve liderar a tradicional “Via-crúcis” em volta do Coliseu, em Roma.(Com agências internacionais).

Foto : Fernando Frazão/Agência Brasil

A Bahia foi o quinto estado com maior taxa de pessoas mortas em confrontos com a polícia a cada 100 mil habitantes, no ano passado, de acordo com levantamento do G1 divulgado nesta sexta-feira (19).

Em 2018, foram registradas 797 mortos por policiais (5,4 por 100 mil habitantes) no estado. O líder no ranking é o Rio de Janeiro, com 1.534 mortos (8,9 por 100 mil hab.).

Por outro lado, o estado teve 17 policiais mortos, com taxa de 0,4 por 100 mil habitantes no ano passado. O resultado fez com que a Bahia ficasse na 11º posição nacional deste ranking.

Em todo o país, em 2018, houve um aumento no número de pessoas mortas por policiais. Foram 6.160 mortes – 935 a mais que em 2017. No mesmo período, 307 policiais foram assassinados – número 18% menor que o do ano anterior.

Dados Abertos

O levantamento do G1 – feito com dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal – faz parte do projeto Monitor da Violência, em parceria com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Para ter acesso às informações, o portal fez pedidos via Lei de Acesso à Informação (LAI), recurso que pode ser usado por qualquer cidadão que busque dados públicos.

Na Bahia, os pedidos podem ser feitos por meio do site da Ouvidoria Geral do Estado. A legislação que obriga o Estado a conceder as informações foi regulamentada pela Lei nº 12.618, de 28 de dezembro de 2012, que pode ser acessada aqui.

Foto : Divulgação/Felipe Oliveira/ECB

Os torcedores já podem adquirir os ingressos da final do Campeonato Baiano, marcado para este domingo (21), às 16h, na Fonte Nova.

A venda está disponível nesta sexta-feira (19) através do site da Fonte Nova e nas lojas do Bahia no Multishop Boca do Rio (entre 8h e 14h) e no Mercantil Rodrigues do bairro da Calçada (entre 9h e 14h).

No sábado (20), os convites também podem ser comprados no Balcão de Ingressos dos shoppings da Bahia, Paralela e Bela Vista, na loja Espaço Tricolor, localizada no shopping Estrada do Coco e nas bilheterias Sul da Fonte Nova (Dique do Tororó), das 10h às 16h.

O Esporte Clube Bahia anunciou promoção de ingressos para a partida contra o Bahia de Feira. O torcedor poderá adquirir cadeira no setor Super Norte (terceiro anel) pelo valor de R$ 25, por meio de compra pela internet. Informações Metro 1

O ator, cantor, compositor Seu Jorge Foto: Leo Martins / Agência O Globo

Se alguém ainda duvidava que Seu Jorge é do mundo, basta ver o que ele andou aprontando — e o que ainda vai aprontar. Em fevereiro, ele encerrou no Eventim Apollo Hammersmith, em Londres, com a Heritage Orchestra, a turnê do show cantando David Bowie . No mesmo mês, foi recolher aplausos no Festival de Berlim para sua atuação como o protagonista de “ Marighella ”, filme de Wagner Mour a sobre o político, escritor e guerrilheiro Carlos Marighella. E este ano ainda, Seu Jorge participa de “Tropico”, longa com o americano Willem Dafoe , a ser dirigido pela mulher do astro, Giada Colagrande.

Mas agora é tempo de Brasil. Radicado desde 2013 em Los Angeles, o ator e músico nascido há 48 anos em Belford Roxo desembarcou dia 27 de março num Rio de muitas chuvas e tristeza para filmar “Medida provisória”, estreia na direção do ator Lázaro Ramos. E vai aproveitar a estadia para voltar aos palcos da cidade hoje, ao lado do parceiro Gabriel Moura, em mais uma edição do Baile Charme Show, que Gabriel vem organizando no Circo Voador. O clima é de alegria com a arte dos amigos e de consternação com o país.

— Meu trabalho hoje consiste em divulgar o Brasil, em promover o povo brasileiro. Mas tá difícil. O Brasil tá atrapalhando muito o meu trabalho. Muito. Não dá pra os caras chegarem e dizerem que o brasileiro sai daqui para fazer merda lá! — reclama Seu Jorge, em referência à declaração do ex-ministro da Educação Ricardo Vélez Rodríguez (demitido no começo do mês) de que o brasileiro, quando no exterior, “rouba coisas dos hotéis”.

“Marighella” (ainda sem data de estreia no Brasil), conta Seu Jorge, foi o grande desafio de sua carreira de ator de cinema que já começou internacional, com “Cidade de Deus”, em 2002.

 


LEIA MAIS

Divulgação Jair Bolsonaro/Redes Sociais

O presidente Jair Bolsonaro afirmou ontem (19) que o governo prepara um pacote de alterações na Lei federal de Incentivo à Cultura (8.313/91), a chamada Lei Rouanet, para incluir o estabelecimento de um teto máximo de R$ 1 milhão por projeto. As alterações devem ser publicadas por meio de Instrução Normativa do Ministério da Cidadania nos próximos dias. Segundo o presidente, atualmente os projetos podem captar até R$ 60 milhões, valor que ele considera exorbitante.

“O teto era até R$ 60 milhões. Artistas recebiam ou poderiam receber até R$ 60 milhões. Passamos esse limite para R$ 1 milhão, acho que ele tá alto ainda, mas diminuímos 60 vezes o valor desse teto. Então, mais gente, mais artistas poderão ser beneficiados da Lei Rounaet”, afirmou durante transmissão ao vivo em sua página oficial no Facebook, acompanhado por uma tradutora de Libras.

O orçamento da Lei Rouanet é de cerca de R$ 1 bilhão por ano. Ela funciona como mecanismo de abate de impostos. As empresas que patrocinam projetos culturais podem deduzir até 4% do imposto de renda. A escolha dos projetos a serem apoiados cabe aos próprios patrocinadores e não ao governo.

O presidente defendeu o novo valor para o teto de captação de projetos via Lei Rounet e estima que será ampliado o número de artistas contemplados. “Com R$ 1 milhão, com todo respeito, dá pra fazer muita coisa, em especial alavancar esses artistas da terra, raiz, para que eles tenham uma carreira promissora no futuro”, acrescentou.

O presidente também fez duras críticas à própria Lei, que ele chamou de “desgraça”, e atribuiu os problemas dela aos critérios que vinham sendo praticados em governos anteriores. “Começou muito bem intencionada, depois virou aquela festa que todo mundo sabe, cooptando classes artísticas, pessoas famosas, para apoiar o governo”, disse.  Informações Agência Brasil

A 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) manteve a decisão que condenou um morador de Alto Vale do Itajaí por “discriminação e preconceito de procedência nacional contra nordestinos”. O internauta terá de pagar multa de R$ 5.724,00. A sentença fixou pena de dois anos de reclusão, em regime aberto, substituída por prestação de serviços à comunidade por igual período.

As informações foram publicadas pelo site do tribunal catarinense nesta quinta-feira, 17. A denúncia apontou que o homem xingou nordestinos no Facebook. “Os nordestinos são um bando de sem vergonhas (sic), que merecem morar em uma casa de barro, sem água, com muita poeira, merecem uma cesta básica, um copo de água e uma bolsa família (sic) porque são pessoas insignificantes, com cabeça pobre, que só ocupam espaço no planeta Terra.” O internauta escreveu ainda “que isso não é preconceito, é repúdio a essas pessoas”.

“Vou dormir feliz porque o povo do Sul descendente de europeus, fizeram (sic) sua lição de casa. Quanto aos demais, não pertencem ao mesmo país que amo”. A mensagem foi publicada em 26 de outubro de 2014, dia da votação do 2º turno das eleições presidenciais. O crime cometido por ele está tipificado na Lei de Crime Racial, de 1989. O desembargador Ernani Guetten de Almeida, relator da apelação, afirmou que “houve nítida intenção” do internauta “em atingir a população em geral do Nordeste, colocando-se em flagrante supremacia por ser descendente de europeu e residir na região Sul”. (Estadão Conteúdo)

Foto: Reprodução

O ex-presidente americano Barack Obama quer voltar ao Brasil, agora como turista. “Eu amo a América Latina, já estive no Rio e em São Paulo, mas há partes da Bahia que gostaria de conhecer”, afirmou.

A declaração foi dada em entrevista ao diretor-executivo da rede de hotéis Hilton, Christopher Nassetta, durante o encontro anual do WTTC (Conselho Mundial de Viagens e Turismo, na sigla em inglês), realizado no início do mês, em Sevilha, na Espanha.

Obama também citou o Brasil ao falar da importância de facilitar a entrada de turistas, para o bom desempenho econômico do setor. “Vimos um grande aumento no número de brasileiros com renda compatível e que queriam visitar a Disney e outros lugares dos EUA. Mas eles só conseguiam fazer o visto em São Paulo e no Rio, e o país é enorme, então isso iria limitar nosso desempenho”, afirmou.

Hoje, brasileiros também podem obter o visto americano em Porto Alegre, Recife e Brasília.

De volta à sua lista de desejos, o ex-presidente disse que gostaria de visitar o Chile e a Argentina, especialmente a região da Patagônia. “E a Antártica. O Serviço Secreto americano não ficou muito animado com a logística [que a viagem demandaria] porque se o tempo virar, podemos ficar sem comunicação por semanas. Mas, agora que eu não sou mais presidente, talvez eu faça essa viagem”, disse.

Outra atração que Obama quer visitar é o templo Taj Mahal, na Índia. Ele chegou a programar uma visita programada, em 2015, mas precisou cancelá-la. “O rei Abdullah, da Arábia Saudita, morreu, então decidimos ir para Riad [capital da Arábia Saudita].”

Também foi um imprevisto que o fez perder uma visita marcada ao templo Angkor Wat, no Camboja, outro lugar em sua lista de destinos para conhecer. “Eu estava no Camboja para uma reunião da Associação das Nações do Sudeste Asiático, a apenas duas horas de Angkor, e não consegui ir por causa de uma crise nos Estados Unidos”, afirmou.

Ao lembrar de viagens que o marcaram, contou sobre um mochilão que fez pela Europa, depois de se formar na faculdade.

“Não fiquei no Hilton porque não tinha dinheiro para isso, fiquei em hostels e todo o dia comprava baguetes e queijo, e, de vez em quando, um vinho. E era isso que comia.”

Ele contou ainda que pegou um ônibus noturno de Madri para Barcelona, e lá ficou amigo de outro viajante, que não falava inglês. Eles se comunicaram em um espanhol precário. Obama dividiu com ele seu pão e o viajante compartilhou o vinho que trazia.

“Nós chegamos em Barcelona no amanhecer e eu lembro de caminhar em direção às Ramblas com o sol nascendo. Viagens como essa são inesquecíveis porque elas fazem parte de você, como jovem, tentando descobrir o seu lugar no mundo.”

A estadia em Barcelona aconteceu logo antes de Obama passar um mês no Quênia, o país natal de seu pai, também chamado Barack Obama. Nessa viagem, incluída entre as inesquecíveis pelo ex-presidente, ele conta que o objetivo era se conectar com o pai, com quem teve pouco contato. Ele era economista e morreu em um acidente de carro em Nairóbi em 1982.

O ex-presidente americano Barack Obama durante encontro do WTTC (Conselho Mundial de Viagens e Turismo), em Sevilha, na Espanha Divulgação/WTTC/Flickr Homem de terno sentado em cadeira com microfone na mão    Obama afirmou ainda que viajar ajuda as pessoas a ter menos medo de culturas diferentes e é uma forma de lembrá-las do valor da diversidade.

“[Viajar] me fez apreciar mais os Estados Unidos, mas também perceber que há muitos outros países maravilhosos com pessoas maravilhosas, e elas também têm orgulho de suas coisas.”

“Se você está andando por uma pequena vila no Quênia e vê uma mãe brincando e rindo com uma criança, a cena não é diferente de uma mãe com sua criança na Virgínia (EUA) ou no Havaí”, acrescentou. Informações Bahia Notícias

Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados — Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), avaliou como um “erro” a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) não ter votado a reforma da Previdência nesta semana. Para Rodrigo Maia, faltou organização do governo.

A votação na CCJ estava marcada para esta quarta (17). Na última segunda (15), porém, o governo anunciou um acordo para adiar para a próxima semana. Mesmo assim, deputados aliados se articularam para tentar antecipar a votação. Mas a votação ficou para a próxima semana.

“Acho que foi um erro, faltou organização do governo ali, mas semana que vem retomam os trabalhos”, afirmou Rodrigo Maia.

O presidente da Câmara entrou na articulação política na noite de terça-feira junto com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para tentar fazer com que a votação acontecesse ainda nesta quarta-feira. Mas deputados do “Centrão” e da oposição conseguiram se articular e adiaram a votação.

Nos bastidores, a operação foi atribuída ao PP e ao PR, partidos que têm se queixado da relação do governo com os deputados. Para aliados do Planalto, parlamentares desses partidos querem cargos e emendas em troca do apoio à reforma da Previdência.

Tramitação da reforma

A CCJ é a primeira etapa da tramitação da reforma da Previdência. A comissão analisa se a proposta do presidente Jair Bolsonaro está de acordo com a Constituição.

Se a chamada admissibilidade for aprovada, o texto seguirá para uma comissão especial, responsável por analisar o mérito (conteúdo).

Ao blog, Rodrigo Maia disse calcular que a comissão especial estará funcionado “para valer” em 7 de maio.

O motivo: na primeira semana de maio tem o feriado do Dia do Trabalho, na quarta-feira. “Instala antes, mas para valer deve estar funcionando no dia 7 de maio. Aí, calcula uns dois meses de trabalho”, diz.

Questionado se a Câmara pode aprovar a reforma ainda no primeiro semestre, como quer o governo, disse: “Sim, se organizar a base. O primeiro semestre só acaba dia 15 de julho na Câmara”. Informações G1

Dias Toffoli, em sessão no STF.

A liberdade de expressão não é absoluta e não pode ser utilizada para alimentar o ódio e a intolerância, disse nesta quarta-feira o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, durante discurso em que não citou a decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes de mandar uma revista retirar do ar uma reportagem relacionando Toffoli à Odebrecht.

Em discurso na Congregação Israelita Paulista (CIP), em São Paulo, Toffoli disse ainda que não se pode permitir que se instale o ódio na sociedade brasileira e, sem mencionar nomes, disse que há pessoas que tentam colocar o “ovo da serpente” em meio à população.

“A liberdade de expressão não deve servir à alimentação do ódio, da intolerância, da desinformação. Essas situações representam a utilização abusiva desse direito”, disse Toffoli em seu discurso.

“Se permitirmos que isso aconteça, estaremos colocando em risco as conquistas alcançadas na Constituição de 1988”, acrescentou.

Na semana passada, dentro de um inquérito sigiloso, aberto de ofício por Toffoli para apurar notícias falsas e crimes contra a honra de ministros do Supremo, Moraes determinou que a revista Crusoé retirasse do ar uma matéria que aponta suposta ligação do presidente do STF à Odebrecht, sem indicar qualquer suposto crime que Toffoli teria cometido.

A abertura do inquérito e a decisão de determinar que a reportagem fosse retirada do ar, foram alvo de críticas de parlamentares e de entidades, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O inquérito sigiloso também gerou embates entre a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que chegou a anunciar o arquivamento da investigação, e Moraes, que rejeitou a medida e manteve o inquérito, agora prorrogado por Toffoli por 90 dias.

O presidente do Supremo disse ainda que a liberdade de expressão “deve ser exercida em harmonia com os demais direitos e valores constitucionais”.

“Tenho reiterado isso: o ódio não pode entrar na sociedade”, afirmou o ministro.

No evento na CIP, Toffoli criticou o fato de que, na avaliação dele, “tudo vai parar no Supremo” e disse que isso representa um fracasso de outros instrumentos de mediação da sociedade e que precisa ser repensado.

Ele defendeu, ainda, o papel que o STF desempenhou no país nos últimos anos, afirmando que, apesar de críticas, os caminhos adotados pela corte se mostraram corretos.

Ainda assim, o presidente do Supremo fez a avaliação de que é hora de o Judiciário se recolher para a política retomar o protagonismo.

“Nos últimos anos, o Supremo Tribunal Federal exerceu papel decisivo na moderação de embates políticos. No entanto, tenho defendido que é o momento de o Judiciário voltar à sua função tradicional de julgar o passado, deixando a política conduzir o presente e o futuro do país”, defendeu.

“É preciso que a política volte a liderar o desenvolvimento do país. A política deve retomar o protagonismo na definição das políticas públicas”, acrescentou.

Toffoli, que não falou com jornalistas após participar do evento na CIP, foi alvo de um protesto de um pequeno grupo de pessoas que gritavam palavras de ordem contra o ministro e contra o Supremo, do lado de for a da CIP. Informações Reuters

Um homem fez uma mulher refém no bairro de Portão, em Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador, na manhã desta quinta-feira (18). A polícia esteve no local, e a vítima foi liberada após a negociação, conforme informou a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA). Ninguém ficou ferido na ação.

Segundo informações da SSP-BA, o suspeito, identificado como Marcos Vinícius Santos Longo, de 21 anos, estava armado quando invadiu e se escondeu em uma casa na Rua do Cemitério. A situação ocorreu quando Marcos fugia de uma perseguição policial da 52ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/Lauro de Freitas) e Rondesp RMS, no bairro de Portão.

Durante a perseguição, o rapaz, que segundo a polícia possui passagem por tráfico de drogas, ficou cercado pela polícia e fez a moradora do imóvel de refém. Segundo informações de familiares do suspeito, a mãe dele mora na casa de baixo da casa da vítima.

Segundo a SSP-BA, o processo de negociação foi iniciado por volta das 5h30 e, por volta das 7h30, a vítima foi libertada. Entretanto, informações apuradas pela equipe da TV Bahia, que esteve no local desde o início do caso, a vítima foi feita refém por cerca de cinco horas, desde às 3h de quinta-feira. Marcos foi preso.

Unit´