Adolescente é morto ao sair de casa para jogar bola

Polícia ainda não sabe o que pode ter motivado o crime e de quem é a autoria do homicídio. Foto: Edilson Lima.

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Polícia ainda não sabe o que pode ter motivado o crime e de quem é a autoria do homicídio. Foto: Edilson Lima.
Polícia ainda não sabe o que pode ter motivado o crime e de quem é a autoria do homicídio. Foto: Edilson Lima.

“Era um menino gente boa, tranquilo. O único problema dele era fumar maconha”, afirmou o estivador Rubens Reis, de 44 anos, diante do corpo do enteado, Ícaro Silva dos Reis, 17, assassinado a tiros nesta quinta-feira (17), no Alto da Terezinha, em Salvador. O padrasto disse que o adolescente não era envolvido com o tráfico de drogas e era apenas usuário.

A polícia ainda não sabe o que pode ter motivado o crime e de quem é a autoria do homicídio. “Ele saiu de casa com um amigo para ir jogar bola e depois só ouvi a zoada de quatro a cinco tiros”, lembra Rubens. Ele não imagina o que pode ter motivado o crime, pois a vítima não possuía dívida de droga e nem recebia ameaças. “Ele abandonou a escola ano passado. Estava procurando emprego, mas não achava por causa da idade e fazia alguns bicos. Era um menino muito prestativo e não havia nada de anormal no comportamento ultimamente”, conta o padrasto.

Perto da ‘boca de fumo’

Nas imediações do crime, ninguém disse ter visto como teria ocorrido o homicídio ou quem foi o autor. “Estava deitada na hora e só ouvi os pipocos”, declarou uma moradora. Os rastros de sangue indicam que Ícaro Reis correu cerca de 100 m até o ponto onde caiu. O local fica próximo a uma “boca de fumo” e as paredes dos casebres estão repletas de pichações em alusão à facção criminosa PCC.

Em outros pontos do bairro, havia pichações da facção Comando da Paz (CP), o que demonstra a disputa pelo controle do tráfico. A delegada Marilene Lima, do Departamento de Homicídios (DHPP), confirmou que a vítima era usuária de drogas, mas a motivação ainda precisa ser investigada.

Com informações do site do jornal A Tarde.