Bahia tem 86 casos confirmados de microcefalia

Foto: Reprodução/Baby Center

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A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informa que, no ano de 2015, até o dia 3 de dezembro, foram confirmados 86 casos com perímetro encefálico igual ou menor que 32 centímetros e 64 notificações sem que haja quaisquer informações sobre o perímetro encefálico. Esse critério segue os novos padrões adotados pelo Ministério da Saúde no último dia 4, em consonância com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Dentre os 150 casos, foram notificados seis óbitos nos municípios de Salvador (1), Itapetinga (1), Olindina (1), Tanhaçu (1), Camaçari (1) e Itabuna (1), porém não consta a informação do perímetro cefálico.

Cabe ressaltar que a suspeita, notificação e registro oportuno de casos de microcefalia são fundamentais para desencadear o processo de investigação, visando à identificação das prováveis causas, assim como o acompanhamento da evolução destes casos. Dessa forma, todos os casos identificados de microcefalia que se enquadram na definição do Ministério da Saúde, devem ser comunicados imediatamente (até 24 h) pela equipe do estabelecimento de saúde onde foi realizado diagnóstico, por meio do formulário de notificação de ocorrência de microcefalia disponível no endereço www.resp.saude.gov.br.

Os municípios que concentram o maior número de notificações com indicativo do perímetro encefálico menor ou igual a 32 centímetros são Salvador (53), Lauro de Freitas (4) e Camaçari (3). Este quantitativo não contabiliza os casos notificados sem o indicativo do perímetro.

Ações

Nesta semana entra em funcionamento o Centro de Operações de Emergências em Saúde do Governo da Bahia. O objetivo é atender às necessidades de produção e atualização de informações sobre o quadro epidemiológico baiano e estabelecimento das medidas de vigilância, controle e atenção. A iniciava é coordenada pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) e contará com participação de outros órgãos estaduais, Ministério da Saúde, além de especialistas de diversas áreas, como sanitaristas, epidemiologistas, infectologistas, obstetras, neuropediatras.

O Centro de Operações também será responsável pelo envio de equipes para auxiliar os municípios na investigação em campo, clínica e laboratorial, bem como o estabelecimento de um plano para controle das microcefalias e redução dos agravos.