Dilma diz não se importar com baixa popularidade

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

COMPARTILHE:

Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no google
Compartilhar no email
(Foto: Divulgação)
“Não arranco meus cabelos”, diz a presidente (Foto: Divulgação)

Em entrevista ao jornal americano “The Washington Post”, no Palácio do Planalto, a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, explicou as medidas de ajuste que o Brasil está tomando para contornar a crise econômica. Dilma afirmou que o governo relutou durante sete anos em adotar medidas que causassem a redução de empregos, de oportunidades e de renda. Segundo ela, nesse período, as medidas brasileiras funcionaram e o país não vivenciou diminuição de emprego ou renda. A presidente admitiu que o país está experimentando o fim do ciclo do “boom” das commodities (mercadorias produzidas pelo país como café, laranjas, petróleo, alumínio e minérios). Dilma também falou sobre sua queda de popularidade e disse que é preciso viver com críticas e preconceitos.

Sobre a queda de sua popularidade, ela disse que se preocupa, mas que não arranca os cabelos por isso. Segundo ela, é preciso viver com críticas e preconceito. A presidente afirmou não ter problemas com o fato de que comete erros. “Preocupar-se (com a queda de popularidade) não significa que eu arranco os meus cabelos ou perco a calma. Você tem que viver com crítica e preconceito. Eu não tenho problema em cometer erros. Quando você comete um erro, você deve mudar. Não há planos prontos, ‘este é o caminho certo, este é o caminho errado’. Em qualquer atividade, incluindo o governo, você tem que sempre fazer ajustes e mudanças. Se não, a realidade não esperará por você”, explica a presidente.

O jornal introduz a matéria dizendo que o Brasil enfrenta uma crise econômica, que a popularidade de Dilma está mais baixa que nunca e que escândalos de corrupção pulam no país. É nesse cenário, diz a publicação, que Dilma desembarca neste sábado (26) nos Estados Unidos para reatar as relações com o colega Barack Obama e tentar atrair investimentos. “O Brasil batalhou por seis ou sete anos para não adotar medidas que iriam reduzir o emprego, oportunidades ou renda. Isso funcionou por sete anos. Nós não vimos qualquer redução nos níveis de emprego ou renda”, afirmou Dilma ao jornal.