Diretor de creche é preso acusado de abuso sexual

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 Ele afirmou que quem trabalha com criança está sujeito a esse tipo de acusação (Foto: Reprodução / Whatsapp)
Ele afirmou que quem trabalha com criança está sujeito a esse tipo de acusação (Foto: Reprodução / Whatsapp)

 

Foi efetuada a prisão, na manhã desta quinta-feira (20), do diretor da Creche do Tio Jonas – localizada no bairro Parque Brasil, em Feira de Santana – Região Centro Norte Baiana. Jonas Souza de Jesus, o Tio Jonas, de 55 anos, é acusado de abusar sexualmente de uma criança de 11 anos. Policiais civis da Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI), sob o comando da delegada Milena Calmon, que informou que há 20 dias a mãe da criança esteve na delegacia fazendo o registro de ocorrência e que após a informação, a polícia começou a investigar o caso.

“Foram colhidos alguns depoimentos e no mesmo dia a criança foi entrevistada por um psicólogo do Craes, onde ela narrou com detalhes o abuso sofrido por duas vezes. Segundo ela, a primeira vez teria ocorrido em uma casa de praia do acusado, em Bom Jesus, e a outra aqui na cidade, quando ela estava aguardando a mãe chegar para levá-la pra casa. Com a demora da mãe, a criança ficou na casa de Jonas e nesse momento ele teria praticado pela segunda vez o abuso. Colhemos algumas provas e foi solicitada a prisão preventiva”, informou.

O acusado, Tio Jonas, negou as acusações e disse que está sendo acusado injustamente. Ele afirmou que quem trabalha com criança está sujeito a esse tipo de acusação, mas ressaltou que está com a consciência tranquila e que tudo não passa de um mal entendido.

Segundo Milena Calmon, o depoimento da vítima na delegacia foi totalmente compatível com o que foi dito para a psicóloga do Craes (Centro de Recursos de Apoio à Emergência Social). A delegada afirma que o estado emocional da criança chamou atenção quando ela chegou na delegacia com a mãe para registrar a queixa. “É uma menina pequena, indefesa e pra que a gente conseguisse tirá-la do carro do Conselho Tutelar, tivemos que trabalhar por volta de 40 minutos. Ela estava assustada, com muito medo. E foi justamente esse medo que fez com que a mãe desconfiasse e chegasse a essa informação. Ela é aluna desde um ano e meio de vida. Após o abuso ela se recusou a ir para a creche. Ela chorava e gritava para não ir e diante disso, a mãe desconfiou, e a criança acabou falando por que não queria mais retornar para a creche. Para a polícia, o ato de fato ocorreu”, afirma a delegada.