Fundação José Silveira afasta médico que decapitou bebê durante parto

No município de Itapetinga, o bebê teve a cabeça arrancada e depois costurada novamente ao corpo pela equipe médica (Foto Ilustração)
No município de Itapetinga, o bebê teve a cabeça arrancada e depois costurada novamente ao corpo pela equipe médica (Foto Ilustração)

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No município de Itapetinga, o bebê teve a cabeça arrancada e depois costurada novamente ao corpo pela equipe médica (Foto Ilustração)
No município de Itapetinga, o bebê teve a cabeça arrancada e depois costurada novamente ao corpo pela equipe médica (Foto Ilustração)

A Polícia Civil de Itapetinga – Região Sul Baiana – investiga o caso de um bebê que teve a cabeça decepada durante o parto no Hospital Cristo Redentor, administrado pela Fundação José Silveira. Paulo César Moreira Silva, 46 anos, contou que o filho morreu durante o parto, realizado no dia 6 de setembro, quando teve a cabeça arrancada e depois costurada novamente ao corpo pela equipe médica. O parto era conduzido pelo médico Rubem Moreira Santos, que foi afastado pela Fundação José Silveira após a morte da criança.

Após a morte da criança, o médico foi imediatamente afastado da unidade. A Fundação José Silveira informou que, ao assumir a direção do hospital, em julho de 2013, Rubem Santos já fazia parte do corpo clínico, e que não havia queixas contra ele. Em nota, a fundação informou que foi instaurada uma sindicância interna para apurar o procedimento e que o médico foi denunciado ao Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb). De acorso com o Correio, o Cremeb disse que, até as 18h de ontem (23), não havia nenhuma queixa contra o médico relacionada a este caso. O conselho não informou se há outros inquéritos contra o médico. A Secretaria de Saúde de Itapetinga não confirmou se o médico já foi afastado.

 

Segundo Paulo César, o parto estava programado para acontecer no dia 8 de setembro, mas a esposa começou a sentir dores dois dias antes. Ela foi levada para o Hospital Cristo Redentor, onde o médico teria avaliado que o parto seria normal. Paulo César afirma que, em seguida, o médico teria saído para dar plantão em outro hospital. “Nesse dia ele estava dando plantão em outros três hospitais ao mesmo tempo, no Cristo, na UPA e no Samu”, afirma o pai. Ainda segundo Paulo César, como o médico não estava na unidade, as enfermeiras ligaram pelo menos oito vezes para informar que não seria possível fazer um parto normal. Ao retornar para o Cristo Redentor, o médico teria insistido no procedimento.

“A barriga não tinha descido. A última coisa que ela se lembra é do médico e mais quatro pessoas em cima dela para fazer a barriga descer. Depois, ela desmaiou”, relatou o pai de Luis Miguel, que nasceria com 5,8 kg. Durante o procedimento, a criança ainda teve as duas clavículas quebradas. Paulo César disse acreditar que o bebê ficou preso no canal vaginal e sufocou. Para retirá-lo, o médico decidiu decapitar a criança. O restante do corpo foi retirado através de uma cesariana. Em seguida, a equipe médica suturou a cabeça do bebê de volta ao corpo.

“Ele me chamou no consultório e me relatou de forma muito natural o que aconteceu. Disse que, em 43 anos, isso nunca tinha acontecido, mas que sempre havia uma primeira vez para tudo. Disse que tentou fazer o parto normal, não conseguiu, e teve que cortar a cabeça toda fora para tirar por um lado e o corpo pelo outro”, disse. “Eu perguntei: ‘Doutor, uma criança com 5,8kg tinha como ser parto normal?’, e ele não respondeu”, contou Paulo César.