Movimentos sociais lançam campanha de protesto contra Olimpíadas

(Foto: Reprodução / EBC)
(Foto: Reprodução / EBC)

COMPARTILHE:

Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no google
Compartilhar no email
(Foto: Reprodução / EBC)
Cerca de 100 pessoas fizeram um ato em frente à prefeitura do Rio de Janeiro (Foto: Reprodução / EBC)

Movimentos sociais lançaram a campanha Olimpíada para Quem?, em protesto contra supostos abusos e violações de direitos por parte do poder público e econômico. As Olimpíadas serão realizadas de 5 a 21 de agosto de 2016. Cerca de 100 pessoas fizeram um ato em frente à prefeitura do Rio de Janeiro – RJ – para marcar a data que contabiliza um  ano para o início das competições e depois caminharam até a sede do Comitê Rio 2016, ambas na Cidade Nova, centro do Rio. Com uma jornada de lutas que envolve lançamento de dossiês, plenárias, festivais e atos, são colocados 16 pontos para construir “um outro Rio 2016”.

Segundo Mariana Werneck, pesquisadora do Observatório das Metrópoles e integrante do Comitê Popular Rio Copa e Olimpíada, os pontos discutem o modelo de cidade que está sendo construída “a pretexto da Copa em 2014 e das olimpíadas em 2016”. “A zona portuária é uma mega-área que está sendo apropriada pela Concessionária Porto Novo. Na Barra da Tijuca, o Parque Olímpico também está sendo entregue para a iniciativa privada por meio de outra PPP [parceria público-privada]. Isso tudo traz efeitos sobre a cidade. Remoções, camelôs impedidos de trabalhar, greve dos garis, despoluição da Baía de Guanabara, o escândalo do campo de golfe. É uma série de pautas que  estamos trabalhando ao longo de anos para a construção de uma massa crítica a respeito desse evento”, disse Mariana.

De acordo com a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro, a recuperação da área envolve diversos projetos sociais, como o Porto Maravilha Cultural, que já destinou R$ 105 milhões para a valorização do patrimônio material e imaterial; e o Porto Maravilha Cidadão, que “procura preparar os moradores para a nova dinâmica social que está surgindo na região”, com a oferta de capacitação e apoio para novos empreendedores e cursos profissionalizantes.

“Isso é colocado como uma bandeira por quem defende as Olimpíadas, mas a gente vê que, na verdade, não existe legado nenhum. Os equipamentos esportivos estão sendo privatizados e nossos atletas estão treinando fora, nos Estados Unidos ou outros países”, argumentou Mariana. Na apresentação do legado olímpico, na semana passada, o secretário de Governo da Prefeitura do Rio, Pedro Paulo Carvalho, garantiu que os equipamentos construídos para os Jogos de 2016 ficarão para uso da população, sendo que uma parte do Parque da Barra será desmontada e reutilizada na construção de quatro escolas públicas.