Ninguém sabe como entra tanta arma no presídio

(Foto: Ed Santos)
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 (Foto: Ed Santos)
(Foto: Ed Santos/Acorda Cidade)

A rebelião no Pavilhão 10 do Conjunto Penal de Feira de Santana, iniciada no domingo (24), chegou ao fim logo no início da manhã desta segunda-feira (25), após longas horas de negociações entre os presos, policiais e integrantes da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal. As pessoas feitas de reféns, quando faziam a visita aos presos no domingo, foram liberadas aos poucos.

Em entrevista coletiva para a imprensa Nestor Duarte, secretário da Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), afirmou não saber como as armas entram no presídio já que há revista, bem como as razões de facções rivais estarem no mesmo Pavilhão.

“De certa forma vamos avaliar como esse armamento entrou nessas celas, certamente de forma criminosa ou negligente. O governo tem feito sua parte em implantar programas de ressocialização, mas infelizmente o que aconteceu aqui foi briga entre facções”, alegou.

O Conjunto Penal de Feira de Santana atualmente abriga 1.430 detentos, enquanto a capacidade é para pouco mais de 608. No Pavilhão 10, em que ocorreu a rebelião, a capacidade máxima é para 148 presos e estava com 336. Ao todo, 80 agentes penitenciários se revesam em quatro turnos.

Segundo ainda Nestor Duarte, esse total irá ser ampliado em breve, por conta do último concurso público realizado no final do ano passado. “Breve, os conjuntos penitenciários de todo o Estado contarão com mais de mil agentes para dar continuidade aos trabalhos”.

Ficou confirmado que morreram na rebelião Jailson Lázaro (Esclepiades), José Silas da Silva, Alisson Rodrigues Oliveira, Haroldo de Jesus Brito, Juliel Pereira dos Santos, Israel de Jesus, Luiz Paulo de Souza Alencar, além de outro detento que ainda não teve o nome divulgado pela direção da prisão.