Facilitada identificação de armas usadas em crimes

Equipamento de balística já correlacionou mais de mil casos
Foto: Raul Golinelli/GOVBA
Equipamento de balística já correlacionou mais de mil casos Foto: Raul Golinelli/GOVBA

COMPARTILHE:

Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no google
Compartilhar no email

Em todo o Brasil, apenas três estados, entre eles a Bahia, possuem a tecnologia do Ibis Trax 3 D, equipamento fabricado no Canadá que analisa as imagens de munição utilizada em crimes e organiza as informações em banco de dados. Isso torna possível descobrir se uma arma usada na prática de algum crime foi utilizada em outras ocorrências.

Equipamento de balística já correlacionou mais de mil casos Foto: Raul Golinelli/GOVBA
Equipamento de balística já correlacionou mais de mil casos
Foto: Raul Golinelli/GOVBA

Com três equipamentos funcionando desde 2007, outros três foram adquiridos e estão sendo instalados na Coordenação de Balística Forense, do Departamento de Polícia Técnica (DPT) da Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP). A munição de vários calibres e armas, como escopetas, metralhadoras, revólveres 38 e 40 é examinada pelos peritos, que fazem a imagem em 3D de cada uma delas.

Toda arma deixa uma espécie de ‘impressão digital’ na munição – é aí que entra o uso do Ibis. Segundo a perita Margareth Tristão, da Coordenação de Balística Forense, “um delegado encaminha uma arma ou munição e o Ibis correlaciona outros casos ocorridos com a mesma arma e registrados no banco de dados. O Ibis já fez mais de 1,2 mil correlações. A mais famosa é a da chacina de Mussurunga, em Salvador, em que a arma foi relacionada a outras dez vítimas por meio do equipamento”.