Polícia investiga se morte de professor da Ufba tem relação com conflitos de terra

Marcus Matraga. Foto: Reprodução.
Marcus Matraga. Foto: Reprodução.

O assassinato do professor aposentado Marcus Vinicius de Oliveira Silva, 57 anos, da Universidade Federal da Bahia (Ufba) pode ter sido motivado pelo envolvimento dele com disputas de terra. Conforme a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) informou em nota, a morte de Marcus Matraga, como era conhecido, ocorreu “em função de sua atividade política na mediação de conflitos de terras indígenas”.

A Abrasco também cobrou a investigação do crime. “Manifestamos a nossa profunda preocupação com os casos de assassinatos, agressões e expulsões relacionados aos conflitos por terras indígenas na Bahia e, por fim, exigimos que o Ministério da Justiça atue na apuração desse crime político”, diz a nota.

A Ufba também sugeriu em nota que a morte pode ter sido “em função de sua atividade política na mediação de conflitos de terra, em circunstâncias a ser apuradas pelas autoridades competentes”.

A Polícia Civil não confirma a informação, mas não descarta a hipótese. Conforme o secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, o crime foi premeditado e pode ter relação com processos litigiosos em que Marcus Matraga estava envolvido. A informação foi divulgada durante entrevista no Comando Geral da Polícia Militar, no Largo dos Aflitos.

“Já colocamos equipes especializadas no caso e temos algumas linhas de investigação de que, efetivamente, foi um crime premeditado e estamos investigam do se a motivação foi em decorrência a algum processo judicial litigioso, no qual fazia parte, ou se tem outra coisa em relação. É prematuro afirmar alguma coisa agora”, afirma Barbosa.

Ainda de acordo com o secretário, a apuração “é uma recomendação do próprio governador”. Marcus Matraga foi retirado de casa por dois homens em Jaguaripe, no Recôncavo da Bahia, na quinta-feira (4) e executado com um tiro na nuca. Um dia após o crime, a esposa e vizinhos do professor foram ouvidos na delegacia de Jaguaripe.

Do Correio 24 Horas.

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