Corpo de Lomanto Júnior será enterrado em Jequié hoje

Uma missa de corpo presente foi realizada no Palácio da Aclamação, em Salvador, nesta terça (24). Foto: Lúcio Távora.

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Uma missa de corpo presente foi realizada no Palácio da Aclamação, em Salvador, nesta terça (24). Foto: Lúcio Távora.
              Uma missa de corpo presente foi realizada no Palácio da Aclamação, em Salvador, nesta terça (24). Foto: Lúcio Távora.

O enterro do ex-governador da Bahia, Antônio Lomanto Júnior, morto na última segunda-feira (23), aos 90 anos, vai ser realizado nesta quarta-feira (25), às 17 horas, no Cemitério São João Batista, em Jequié, sua cidade natal. Antes do enterro, o corpo será velado na Catedral de Santo Antônio.

O corpo do ex-governador também foi velado, nesta terça-feira (24), no Palácio da Aclamação, em Salvador, reunindo familiares, amigos, admiradores e parlamentares de várias correntes partidárias. Eles foram prestar a última homenagem ao político que se elegeu governador em 1962, aos 37 anos. Lomanto Júnior tinha como lema de governo “estou aqui para servir e não ser servido” – marca lembrada por vários dos presentes, para destacar o caráter ético e íntegro do político nos seus 60 anos de vida pública.

Autoridades

A missa de corpo presente no Palácio da Aclamação, celebrada às 18 horas pelo padre Luis Simões, da Paróquia da Vitória, contou com a presença do governador Rui Costa (PT), que decretou três dias de luto no Estado, e dos ex-governadores Waldir Pires, vereador do PT; e Paulo Souto (DEM), secretário da Fazenda de Salvador.

O prefeito ACM Neto (DEM), ao lado do pai, o ex-senador Antônio Carlos Magalhães Júnior (DEM), também se despediram de Lomanto Júnior. Pela manhã, o ex-governador Roberto Santos (PSDB) compareceu ao palácio, onde Lomanto morou nos dois primeiros anos de governo até se mudar com a família para o Palácio de Ondina – construído sob inspiração da mulher, dona Hildete, hoje com 91 anos.

“É muita emoção velar meu pai na casa onde ele morou”, disse emocionado o filho Antônio Lomanto Neto, que também destacou no velório a relação do pai com Waldir Pires como exemplo a ser seguido pelos políticos das novas gerações. “Durante 60 anos de vida pública Waldir e meu pai sempre foram adversários políticos, nunca estiveram em lados em iguais, mas sempre mantiveram uma relação cordial e respeitosa”, frisa.

Waldir Pires falou das divergências políticas, mas destacou que na defesa do municipalismo, marca política de Lomanto, eles convergiam plenamente. Representante da terceira geração de políticos da família Lomanto, o deputado estadual Leur Lomanto Júnior (PMDB) destacou legado deixado pelo avô nos vários cargos públicos que ocupou. “Foi um homem que só fez o bem, utilizou a política para servir os que mais precisavam, fazer o bem coletivo”, afirma.

O governador Rui Costa destacou a atuação de Lomanto Júnior como defensor do municipalismo. Paulo Souto lembrou do político, com quem teve o prazer de conviver quando ele ela governador e Lomanto prefeito de Jequié. Formado em Odontologia, o ex-governador iniciou carreira política aos 22 anos elegendo-se vereador em Jequié em 1947. Quatro anos depois assumia a prefeitura no município, já ligado ao governador Otávio Mangabeira, (que comandou o estado entre 1947 e 51) liberal histórico, lendário por sua oposição a Getúlio Vargas.

Com informações do site do jornal A Tarde.