Servidores rechaçam reajuste parcelado e ganham apoio da Oposição

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Depois de enterrarem simbolicamente a proposta de reajuste do governo numa manifestação que percorreu o Centro da cidade, das Mercês ao Campo Grande, os servidores da área de saúde, acompanhados do presidente do Sindsaúde – Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do Estado da Bahia, foram buscar o apoio da Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa. O enterro simbólico do projeto foi em protesto contra o percentual de 6,41% parcelado em duas vezes (3,5% retroativo a março e 2,9% em novembro).

Na ALBA, os servidores foram recebidos pelo líder Sandro Régis (DEM) e praticamente toda a bancada oposicionistas que ouviram atentamente e tomaram conhecimento da insatisfação da categoria. “Estamos aqui para pedir o apoio da Oposição desta Casa e dizer que rechaçamos a proposta do governo. Não aceitamos reajuste parcelado e muito menos retroativo a março”, disse categoricamente o presidente do Sindsaúde, Sílvio Roberto dos Anjos.servidores

De forma unânime os deputados de oposição mostram-se solidários aos servidores e garantiram esforços na tentativa de aprovarem a emenda de bancada de bancada propondo pagamento do reajuste em parcela única de 6,41%, em janeiro, data base dos servidores públicos. Durante o encontro, que contou com a participação de servidores do Hospital Otávio Mangabeira, Hospital Roberto Santos e técnicos da Vigilância Epidemiológica, o líder Sandro Régis assegurou que mobilizará 10O por cento a bancado para o embate no plenário. O deputado Pablo Barrozo (DEM), chamou a atenção para o fato de o governo desrespeitar uma conquista importante do funcionalismo estadual ao desconsiderar a data base da categoria e propor reajuste parcelado. O deputado Adolfo Viana (PSDB) reforçou dizendo que a proposta não reajusta os salários dos servidores, apenas repõe a inflação, com perdas do acumulado de janeiro a abril. “Sem falar que mais de 30% dos servidores ganham salário base abaixo do mínimo, o que além de imoral é ilegal”, frisou o democrata Luciano Ribeiro.

A categoria aprovou nova paralisação para esta tarde, com o objetivo de acompanhar, na Assembleia Legislativa, a votação do projeto de reajuste do governo, unindo-se ao conjunto do funcionalismo. “Vamos pressionar os deputados contra esse projeto que não atende aos interesses dos servidores e foi enviado ao Legislativo sem acordo com as entidades representativas da categoria”, frisou o presidente do Sindsaúde, Sílvio Roberto dos Anjos e Silva. A concentração está marcada para começar às 12 horas.